par Texto

  par – 2013

Série composta por 21 imagens
fotografia
impressão jato de tinta sobre papel algodão
dimensão sugerida 140 x 210 cm

 

“O par é diferente do casal, pois não marca um vínculo fortuito e arbitrário […],
mas o encontro constante e o acompanhamento de duas coisas que necessariamente andam juntas[1]. ”
Lafaye

 

Trabalho realizado na Serra do Mar, na reserva da Juréia, Mata Atlântica brasileira.

Nessas imagens, a floresta é mostrada duplicada pelo seu reflexo na água. Uma forma de falar de alteridade que está no âmago da própria noção do eu. “Porque define o próprio ser da consciência. […] Por natureza o eu (soi/self) é reflexivo, como indica a sintaxe e, em particular, o rigor lógico da sintaxe latina. […] O eu (soi/self) refere-se, mas se refere justamente ao sujeito. Indica uma relação do sujeito consigo mesmo [2] ”.

[1] Lafaye, Dicionário de sinônimos da língua francesa, Paris, Hachette, 1858, p. 476. (tradução nossa)
[2] Jean-Paul Sartre, L’Être et le Néant, Essai d’ontologie phénoménologique, Paris, Gallimard, 1943, p. 118. (tradução nossa)